Dor no ouvido, febre e perda auditiva podem ser sintomas de uma otite de repetição. Esse problema, que afeta muitas crianças, pode ser mais comum do que você imagina.
De acordo com dados da Associação Catarinense de Medicina (ACM), mais de 90% das crianças com até 7 anos de idade terão otite em algum momento da vida.
E de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18% da população brasileira tem entre 0 e 6 anos. Isso significa que mais de 18 milhões de crianças no Brasil podem ter casos de otite durante a infância.
Neste artigo, vou te explicar quais são os principais tipos de otite, como lidar com a dor de ouvido e quais tratamentos estão disponíveis para aliviar o desconforto. Para mais informações ou se quiser esclarecer suas dúvidas diretamente comigo, basta clicar aqui.

Otite de repetição: entenda mais sobre esse quadro
A otite de repetição é um quadro clínico que afeta milhares de crianças todos os anos e requer atenção e cuidados. Porém, antes de me aprofundar, preciso te explicar melhor o que é uma otite.
Otite é um termo utilizado na medicina para se referir a inflamações e infecções no ouvido. Embora seja mais comum entre os pequenos, isso não significa que os adultos estejam imunes a enfrentar esse quadro.
A otite geralmente acontece por causa de infecções, que podem ser causadas por fungos, vírus ou bactérias. Ela pode ocorrer quando o tubo que conecta o nariz ao ouvido médio é bloqueado, permitindo que os germes se espalhem e cresçam.
Diversos fatores podem causar esse bloqueio entre o ouvido e o nariz, como, por exemplo, gripes e resfriados, quadros de alergia e refluxo. Além disso, usar mamadeiras para alimentar bebês, principalmente os que estão deitados, pode fazer com que o leite volte para o ouvido, o que pode facilitar uma infecção.
A otite de repetição ocorre quando o paciente tem dor e inflamação nas orelhas médias ou externas com certa frequência: pelo menos três casos em seis meses ou mais de quatro casos no período de um ano.

Otite média
A otite média recebe esse nome por ser uma infecção na orelha média do paciente, região onde estão presentes a tuba auditiva e o tímpano. É justamente nessa área que ocorre o processo de amplificação para que o som chegue à orelha interna.
A otite média normalmente acontece após a criança enfrentar gripes, resfriados ou outras infecções respiratórias. Ela pode afetar pessoas de todas as idades, mas, por conta da anatomia da criança, é mais comum em pessoas de até 3 anos.
Caso seu filho apresente algum desses sintomas, como dores fortes no ouvido, febre, perda auditiva, diarreia e vômito, dificuldade para dormir ou até mesmo uma irritação maior que o normal, é importante procurar um especialista em otorrinolaringologia. Esses sinais podem ser motivos de atenção e, em casos mais graves, o tímpano pode acabar se rompendo. Se isso acontecer, pode escorrer uma secreção do ouvido, com pus e sangue.
A otite média tem cura, mas o tratamento varia de acordo com cada paciente. Sintomas tradicionais, como a dor, são normalmente tratados com analgésicos, ou, em casos mais graves, o especialista pode receitar o uso de antibióticos. Mesmo após o tratamento, a dificuldade para ouvir pode persistir por algum tempo. Em casos mais complicados, pode ser necessária a realização de uma pequena cirurgia para retirar a secreção da região do tímpano, ajudando a evitar novas infecções no futuro.

Otite externa
Assim como a condição anterior, a otite externa recebe esse nome por ocorrer na orelha externa do paciente. Essa região é formada pelo canal auditivo e pelo pavilhão auricular.
Normalmente, a otite externa é causada pela contaminação por fungos e bactérias, sendo mais comum no verão. Nessa estação, as pessoas acabam se expondo mais à água, seja indo à praia ou usando piscinas, o que facilita o crescimento de germes e a remoção da cera que protege o ouvido, gerando um excesso de umidade no local. Além do mais, se a água não estiver limpa, ela pode ser um fator que facilita o surgimento da otite.
Até mesmo mexer no ouvido com objetos inadequados, como grampos, pode machucar a pele, o que facilita o surgimento de uma infecção por bactérias ou fungos.
O principal sintoma da otite externa também é a dor no ouvido, que geralmente é forte. O desconforto pode ser acompanhado de coceira, secreção e a sensação de ouvido abafado. Após alguns dias com sintomas, a criança pode ter perda auditiva, dependendo do tamanho do inchaço. Uma forma de diferenciar a otite externa da otite média é que, nesse caso, o paciente geralmente não apresenta febre e apresenta dor à manipulação da orelha.
Para tratar esse quadro, o médico vai limpar a região afetada e indicar o uso de antibióticos geralmente tópicos, corticoides e analgésicos. Durante o período de recuperação, é recomendado o uso de compressas, tanto secas quanto mornas.
Algumas dicas simples podem ajudar na prevenção da doença. Por exemplo:
– Use o dedo e a toalha para secar o ouvido.
– Não utilize objetos que possam machucar a região caso seja necessário coçar o local.
– Em casos específicos, as crianças podem usar protetores de ouvido quando forem entrar em piscinas.
– Não mexa no canal auditivo externo.
– Tome cuidado ao usar cotonetes, pois eles podem remover a cera que protege o ouvido, e aumentam o risco de perfuração do tímpano.

Otite de repetição: procure a ajuda de um profissional
Como você viu durante este artigo, a otite de repetição é um problema recorrente, e por isso é necessário consultar um especialista em otorrinolaringologia e buscar o melhor tipo de tratamento para o seu filho. Quanto antes um profissional for consultado, maiores são as chances de sucesso. Identificar o problema mais cedo previne complicações futuras e maiores desconfortos. Se você precisa de mais informações, clique aqui.
Aproveite que você chegou até o final deste artigo e conheça os tratamentos mais indicados para a língua presa.
Até a próxima!