Mão-pé-boca: o que são essas lesões vermelhas na pele?

A doença mão-pé-boca é contagiosa e costuma causar manchas vermelhas na pele, principalmente, como diz o nome, nas mãos, pés e boca. Nos últimos anos, essa condição tem se tornado cada vez mais frequente. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo (SES-SP), houve um aumento de 149% nos surtos dessa doença em 2023, comparado ao ano de 2022.

Por conta disso, no artigo de hoje, vou te mostrar o que são essas lesões na pele, quais são os tratamentos disponíveis e as formas de prevenção.

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Mão-pé-boca: entenda mais sobe essa condição

Como mencionei anteriormente, a doença mão-pé-boca é contagiosa e causada pelo vírus Coxsackie, que normalmente está presente no sistema digestivo e pode provocar estomatites. Essa condição afeta principalmente crianças com até 5 anos de idade, mas os adultos também não estão isentos de contrair a enfermidade.

O período de incubação do vírus, ou seja, o tempo entre a infecção e o surgimento dos sintomas, varia de três a seis dias. Os sintomas mais comuns incluem o aparecimento de pequenas bolhas, geralmente nas mãos e nos pés, mas que também podem surgir nas nádegas e na região genital. É comum que o paciente apresente febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões na pele. Além disso, o surgimento de manchas vermelhas, que podem evoluir para úlceras nas amígdalas, boca e garganta, também fazem parte dos sintomas.

Quando os sintomas típicos da doença começam, as feridas na boca e na garganta surgem após um período de febre alta e gânglios aumentados, após isso, a falta de apetite, o mal-estar, vômitos e diarreia aparecem. Devido à dor, o paciente pode ter dificuldade para engolir e produzir mais saliva. Por isso, é necessário redobrar os cuidados para garantir que ele se mantenha bem hidratado e receba toda a alimentação adequada.

É importante sempre ficar atento, pois nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie causa todos os sintomas típicos da enfermidade. Em alguns casos, podem aparecer sintomas tradicionais como manchas na boca ou marcas na pele. Já em outros casos, a febre e a dor de garganta são os sintomas mais fortes.

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Mão-pé-boca: como é o contágio?

A transmissão ocorre pela via fecal/oral, ou seja, através do contato direto com pessoas infectadas, fezes, saliva e outras secreções, além de objetos contaminados e alimentos. Dessa forma, é possível contrair a doença com um simples aperto de mão ou abraço de alguém infectado.

Mesmo após a recuperação, a pessoa pode continuar transmitindo o vírus por cerca de quatro semanas através das fezes. Por isso, é importante tomar precauções após a recuperação, como lavar bem as mãos e desinfetar as superfícies, isso ajuda a evitar o contágio. Em caso de dúvidas, sempre busque a orientação de um médico durante esse período.

O diagnóstico de mão-pé-boca é feito com auxílio de um médico usando como base os sintomas do paciente e as lesões na pele. Também é possível fazer a avaliação por um exame de sangue. Para evitar futuras complicações é importante realizar a análise diferencial com outras doenças que também causam feridas na pele do afetado.

otorrinolaringologista pediátrico em São Paulo

Quais são os tratamentos disponíveis?

Como na maior parte das infecções, os sintomas da enfermidade mão-pé-boca começam a diminuir com o passar dos dias. Por isso, é comum que os médicos recomendem medicamentos para que o indivíduo se trate em casa, utilizando anti-inflamatórios e antitérmicos.

Como em outros problemas de saúde, é fundamental que a pessoa doente ingira bastante líquido, se alimente bem, faça repouso e evite praticar atividades físicas.

Alimentos frios, como sorvetes, sucos e picolés, ajudam a aliviar a dor na boca e na garganta, sendo uma opção que os pacientes gostam muito, principalmente as crianças. É importante evitar bebidas quentes, refrigerantes e alimentos ácidos, como suco de limão e molho de tomate, eles podem acabar aumentando o desconforto no local.

Por ser uma doença contagiosa, é muito importante que uma pessoa contaminada fique afastada das suas obrigações por alguns dias. Por isso, é recomendável evitar sair de casa para trabalhar ou realizar atividades físicas e de lazer. Se o portador da condição for uma criança, é importante evitar enviá-la para a escola durante alguns dias, mesmo que os sintomas sejam leves. Caso o paciente seja seu filho, é importante que, após cuidar dele, você higienize bem as mãos para evitar o contágio.

O tempo de recuperação do indivíduo geralmente é rápido, sendo liberado pelos médicos em torno de 7 a 10 dias após o surgimento dos primeiros sintomas.

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Quais são os cuidados necessários?

Como foi mostrado, a enfermidade mão-pé-boca é bastante contagiosa. Por isso, é necessário que o doente tome algumas precauções para evitar infectar outras pessoas.

Algumas medidas simples podem fazer toda a diferença, como, por exemplo, ao tossir, cobrir a boca e o nariz, não compartilhar objetos pessoais, como talheres, copos, toalhas e escovas de dentes. Caso o afetado seja uma criança, evite compartilhar mamadeiras e brinquedos com os colegas.

Durante esse período, evite beijos e abraços, desinfete objetos que você for utilizar e que serão usados por outras pessoas, e faça o descarte de fraldas em lixeiras com tampa.

Essas são atitudes simples, mas que podem fazer toda a diferença.

Quando surgirem os primeiros sintomas da doença mão-pé-boca, procure a ajuda de um especialista!

Caso perceba que algum dos sintomas mencionados no início do texto, é fundamental buscar orientação médica, especialmente por se tratar de uma doença contagiosa. O diagnóstico precoce ajuda a prevenir a transmissão e acelera a recuperação do indivíduo.

Um especialista em otorrinolaringologia será capaz de oferecer as melhores recomendações e indicar o tratamento adequado para o seu caso.

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Aproveite que você chegou até o final deste artigo e descubra quando é necessário realizar a remoção das amígdalas.

Até a próxima!

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